
sábado, 22 de agosto de 2009
Ela vai acabar com você

sábado, 1 de agosto de 2009
Ai Chico... (versão musicada)

Todas as mulheres querem dar para Chico Buarque...
O amante dos sonhos de toda alma feminina,
Seja para uma jovem,
Que esta começando agora
ou sejá para uma viúva
que também quer sentir amor
As casadas,
também o querem
e fariam as mais diversas travessuras.
E as vagabundas, bem, essas aí, querem todo mundo.
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Chico, após beber algumas taças de vinho e lançar doces palavras em seu ouvido, com os olhos azuis pregados aos seus, a convidaria para ir à sua residência em Paris, escutar um pouco de MPB.
(falado)
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Você aceitaria,
dando uma risada,
exclamando bem gostoso “Ai Chico! Só você mesmo!” ou então “Ai Chico!
Pare de brincadeiras bobas. Eu ir na sua casa! Imagine...”
A partir daí,
você tá dominada.
Cairá encantada nos braços do sambista
e tenha certeza,
será devorada
por aquele sorriso charmoso e carioca.
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Se alguns dias depois, ele falar que compôs algo pra você, saiba, a senhorita foi uma impecável fera na cama e esses tipos de dotes, Chico sabe valorizar.
(falado)
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Ai Chico...
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Todas as mulheres querem dar para Chico Buarque...
O amante dos sonhos de qualquer alma feminina. Seja para uma jovem adolescente em fogo descobrindo Chico e os primeiros passos do amor carnal, ou uma viúva que tenha perdido o marido velho e gordo e agora deseja perder-se em uma vida libidinal e com sentido. As casadas também o querem, fariam com ele travessuras inimagináveis. E as vagabundas, bem, essas aí, querem todo mundo.
Chico, após beber algumas taças de vinho e lançar doces palavras em seu ouvido, com os olhos azuis pregados aos seus, a convidaria para ir à sua residência em Paris, escutar um pouco de MPB. Você, já molhadinha de expectativas, aceitaria, dando uma risada, exclamando bem gostoso e sensualmente “Ai Chico! Só você mesmo!” ou então “Ai Chico! Pare de brincadeiras bobas. Eu ir na sua casa! Imagine...” A partir daí, você estará dominada. Cairá encantada nos braços de Chico e tenha certeza, será devorada por aquele sorriso charmoso.
Se alguns dias depois, ele falar que compôs algo pra você “Ai Chico! Não acredito, só você mesmo”, saiba, a senhorita foi uma impecável fera na cama e esses tipos de dotes, Chico sabe valorizar.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Tara de um Amor Inabalavel (CRÉU)
Clara Nunes...
Levantou naquela terça-feira,
em chamas.
Tinha resolvido mudar de vida,
você sabe,
arrumar um homem,
se satisfazer sexualmente.
Ela queria amor.
Batom,
perfume vaginal
e um decote matador,
ela estava demais.
Clara Nunes...
Prestes a se apoderar daquela noite,
essa,
toda regada de prazeres libidinais.
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Rafael Arthur...
Tinha decidido,
iria abandonar toda a sua coleção de filmes pornográficos, (asiáticos)
e arrumar uma mulher
mas tinha que ser gostosa,
tinha que ser boa de cama.
Rafael Arthur...
Empresário de sucesso no ramo imobiliário,
um tremendo taradão!
Mas,
esse tipo de vida cansa
e ele,
como Clara Nunes,
também queria se apaixonar.
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A noite prometia ser infernal,
endiabrada, inesquecivelmente bêbada,
maltrapilha e maltratada,
do jeito que qualquer safado ou safada alcoolizada gostaria de ter.
Rafael,
se apoderou do mais românticos desejos,
puros
e Clara Nunes era uma gata apaixonada.
Ele,
entra no bar,
assim, como quem não quer nada,
esperando um olhar sedento de prazer convidativo.
Ela,
logo sente cheiro da mais adorável sacanagem fervorosa.
Olhares encontram-se,
sugam-se,
dominam-se.
A partir de agora,
Clara Nunes pertence a Rafael
e Rafael pertence a Clara Nunes.
Nós amamos todos vocês...
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Alguns anos passaram,
Gabriel e Mariana nasceram,
gêmeos univitelínios,
ninguém sabe como sobreviveram -
Frutos de um tesão inigualável, espacial,
QUASE CÓSMICO!!!
Um tesão que todos nós aqui presentes
gostaríamos de sentir,
pelo menos uma vez em nossas vidas.
Essa é a canção Tara de um Amor Inabalável CRÉU. Uma epopéia pouco formal, onde duas almas sedentas por comunicação sexual saudável, encontram e perdem-se dentro do maravilhoso pecado, que é o amor.
Até a próxima...
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Prefácio da canção Tara de um Amor Inabalável CRÉU!
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Façanhas Cubanas III - SELVAGERISMO PLENO
Em Cuba, até certo ponto, é possível considerar-se um cidadão respeitável. Mas quando as contas de quantos dias sem dormir por mais de três abençoadas horas já nem existem mais, a alimentação há muito, já deixou de ser algo importante e seu psicológico, completamente abalado por fatores aterradores que vão desde cubanos canibais te esperando aos montes na saída da rodoviária para tentar arrancar algum dinheiro de você, até produtos maldosos da sua própria mente como imaginar a todo o momento que você perdeu seu passaporte e ficará preso naquela ilha macabra e deliciosa para sempre e mesmo assim, resolve sentar em um bar rodeado do pandemônio viral, de toda aquela música de Santiago causadora de emoções lisérgicas, é o mesmo que mandar pelo ralo todas os princípios morais que carregava até então. É nesse momento que perdem-se da sua alma os valores que pais e mães tentaram te passar durante anos.
A partir daí, você não está mais no controle, muito menos é alguém digno de alguma afeição humana, a menos que ela venha de alguém tão deprimente quanto você – ao resolver perder-se nas cervejas tenha certeza que terá companhia.
Não será preciso muito mais que três latas. É impressionante a potência que essa bebida tem quando não nos encontramos nos nossos melhores dias. Tudo se resumirá em sorrisos avantajados e cenas deploráveis, depois disso, haverá tropeços em seus próprios pés, o que o obrigará a andar de quatro pelas ruas – aposto que se você achava que merecia algum respeito, não acha mais, certo!? – o melhor é fingir que está pegando algo no chão, mas o mais importante ainda será manter-se sempre sorrindo. O calor úmido, tremendo adversário em todas as nossas façanhas, só tornará tudo menos bonito. Em dado momento abrir os olhos será impossível, sem preocupações, isso nem será notado por você. Mas encontre sua consciência bem lá no fundo do seu fajuto e nada em ordem eu-interior para não começar a sair dançando de cueca pela casa em que estará hospedado. Mesmo sendo algo tentador isso não é um costume em Cuba.
Planeje tudo para viajar no mesmo dia. A atmosfera frígida do ônibus acalmará essa primitividade nada enlouquente e nada cativante e em pouco tempo você já terá alcançado os céus no meio de um pesado sono todo cheio de roncos satisfeitos.
O verdadeiro terror começará quando acordar...
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Façanhas Cubanas II - A PEREGRINAÇÃO
Steven Seagal interpretando o mesmo policial renegado durão tímido e mortal de sempre, que ainda encontra dificuldade para falar sobre amor, enfrentando dente por dente a máfia russa de prostituição infantil, era tudo que eu precisava para aquela viajem de 12 horas que estava por vir, de Trinidad a Santiago de Cuba. O carregador de malas confundiu-se com nossos bilhetes – devíamos estar realmente loucos para tentar fazer uma peregrinação daquele porte, por selvas socialistas pouco desbravadas. Não sabíamos o que esperar, mas havíamos decido: estamos nessa até o fim.
É preciso muita fibra para fazer o que Seagal estava prestar a começar. Os russos são da pesada, cheios de olhares secos nórdicos e bafos de vodka, eles não brincam em serviço. Russos carnívoros, esses sim, são os mais inescrupulosos.
Cuidado Seagal! O senhor deve saber, suas andanças pelos territórios dos delinqüentes asquerosos hollywoodianos são lendários, mas lembre-se, e isso é quase uma súplica que faço, aprenda ballet. Os russos não agüentam, pedem misericórdia a quem quer que seja e no final, se é que sobrevivem ao processo, estão acabados – dados por vencidos, como pobres coitados. Se de Trinidad há Santiago são 12 horas, dou-lhe a metade da metade disso para que esses porcos louros aproveitadores de criancinhas estejam agonizando. Não! Faça pior que isso.
Ao desembarcarmos em Santiago de Cuba, tomou forma sobre nós uma cena psicodélica, mas não hamorniosamente psicodélica como dançar tango peladão e alucidado com sua donzela amada, mas psicodélica a ponto de fazer muito mal ao estomago. Um taxista e seus pelos do peito, das costas e do pescoço saindo pra fora de sua camisa regada apertadinha, o que deixava tudo mais glamouroso, pois ele era um tremendo gordinho, nos arrastou para seu táxi. Uma banheira velha que nem sei como as portas abriam ou ainda estavam lá e falou que nos levaria a casa em que ficaríamos hospedados, mas antes, é claro, ele teria o maior prazer de levar-nos à sua própria casa e talvez pudéssemos decidir ficar por lá e ao mesmo tempo em que falava, ligou em volumes colossais uma dance music que me parecia ser de meados da década de 90, um período bem negro. Nesse momento quase perdi as esperanças. O tranqüilizador pensamento de que em Cuba não há armas e ninguém fará mal físico a você desapareceram. O calor úmido, vetor de todo o suor, em nada floriam a situação em si.
O mais incrível de toda a travessia foi chegarmos a salvo em uma casa rodeada por uma atmosfera familiar incrível, com duas crianças completamente angelicais, de sorrisos encantadores, o que me fez, pela primeira vez na vida, pensar que a possibilidade de me casar e ter filhos poderá soar um pouco atrativa algum dia.
